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Câncer de Próstata: A Necessidade da Prevenção

Dia 17 de Novembro é o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é a segunda causa de óbitos por câncer em homens, sendo superado apenas pelo de pulmão. Para 2005, estimou-se a ocorrência de 46.330 casos novos para este tipo de câncer. A principal recomendação continua sendo a prevenção e a promoção de ações educativas voltadas para a população, principalmente masculina."

Todo homem com mais de 50 anos deve fazer visitas de rotina ao urologista para examinar a próstata. Não há outro modo de prevenir e tratar o câncer da próstata, que pode ser considerado o "câncer de mama" dos homens. A diferença é que o homem jamais vai descobrir se desenvolveu o mal; a não ser que o câncer já tenha passado da próstata e lançado metástases pelo corpo, comprometendo outros órgãos.

Assim como o câncer do seio entre as mulheres, a doença masculina pode ter conseqüências traumáticas se não for diagnosticada a tempo. A incidência da doença é de cerca de 8% nos homens com mais de 50 anos. Suas causas são desconhecidas, bem como os fatores ambientais que favorece seu surgimento. Sabe-se que nos países asiáticos, a taxa de homens afetados é menor que no resto do mundo.

No entanto, a segunda geração de famílias asiáticas emigradas para os EUA passa a ter a mesma incidência da doença na população americana. No Brasil, entre 60 e 70% dos casos são diagnosticados quando a doença já está disseminada.

O fato de o tumor maligno da próstata ter alcançado a liderança nas estatísticas americanas de câncer, não se deve a nenhum fator diretamente relacionado à evolução da doença. Ocorre que os homens estão mais bem informados e procuram auxílio médico mais cedo, prevenindo-se contra a doença. Anteriormente a incidência era grande, mas passava despercebida.

Nos EUA, o câncer da próstata só mata menos homens que o câncer de pulmão. A próstata é uma glândula próxima da bexiga responsável pela produção de esperma. Como as causas do câncer são desconhecidas, o melhor remédio é a prevenção. O tumor pode ser detectado através de um exame do nível de antígeno prostático específico no sangue ou por um toque no reto.

Constatada qualquer alteração. É feita uma biópsia do tecido da bexiga. A cirurgia cura 85% em que não há metástase (expansão para outros órgãos). A próstata e adjacências são extirpadas. Em 50% dos casos, é necessária a retirada de um nervo ligado ao pênis – o paciente fica impotente.

Atenção

O câncer da próstata também pode ser adquirido por fatores genéticos. Homens com parentes de 1° grau que tiveram a doença têm duas ou três vezes mais chances de desenvolvê-la. A incidência aumenta proporcionalmente ao avanço da idade e muitos casos só são detectados na autópsia. Daí a importância de se agendar consultas periódicas com o especialista, no caso, o urologista.

O Que Causa o Câncer?

O desenvolvimento do câncer através de agentes etiológicos naturais é um processo longo, perdura muitas vezes por décadas (10, 40 ou mais anos). Sua natureza multifatorial bem como a modulação dos diferentes passos na direção da efetivação da doença propriamente dita são o maior desafio da pesquisa em oncologia.

Embora os mecanismos etiológicos do câncer ainda não estejam completamente elucidados, o estudo de suas características epidemiológicas, tem permitido identificar inúmeros "fatores de risco" envolvidos na sua produção. Essas pesquisas mostram suficientes evidências de que os chamados fatores ambientais ocupam lugar preponderante entre os fatores de risco. Os estudos revelam:

Diferenças significativas na incidência total de câncer e de tipos específicos da doença em diferentes comunidades, em várias partes do mundo.

Mudanças nos padrões de incidência de câncer em grupos de migrantes em relação àqueles que permanecem em seu local de origem (por exemplo: entre os japoneses que migram para os Estados Unidos, as taxas de câncer de colo e mama, que são baixas no Japão, aumentam; e as taxas de câncer de estômago, altas em seu país, diminuem).

Variações na incidência de certos tipos de câncer com o passar do tempo em uma mesma comunidade (por exemplo: aumento das taxas de câncer pulmonar nos 20 a 30 anos que se seguiram à disseminação do tabagismo, aumento das taxas de câncer de endométrio após o uso extensivo de estrógenos para tratamento da menopausa).

Além disso, a existência de tipos específicos de neoplasias que apresentam forte associação causal com a exposição a agentes também específicos (por exemplo: angiossarcoma hepático pelo cloreto de vinil, mesotelioma pleural ou peritoneal pelo asbesto) reforça a idéia de causalidade ambiental do câncer.

Dependendo do tipo de exposição realizada, o câncer poderá ser iniciado em poucos minutos, por exemplo: agentes químicos e radiação ionizante. Este tipo de agente é chamado de iniciador; o processo de iniciação em geral começa em uma rara célula com um novo fenótipo e um novo comportamento biológico. Se esta célula for seguida por um grupo de outras células, as quais em proliferação possam atingir um número suficiente, o processo de desenvolvimento do câncer poderá ser efetivado . A células iniciais não mostram qualquer crescimento seletivo, podendo ser seletivamente estimuladas a formar nódulos, papilomas ou pólipos, através de um apropriado promotor do meio ambiente.

Existem diversos possíveis locais de prevenção durante o processo de iniciação; o mais efetivo é a remoção do agente etiológico envolvido. Esta abordagem é melhor realizada quando o agente suspeito é conhecido. O tabaco e outros carcinogênicos químicos industriais são exemplos. Este tipo de prevenção é conhecido como primário.

Desde que o processo de iniciação é dependente de um grupo de células em proliferação, e desde que a proliferação celular poderá ter início a partir de um processo em condições naturais de morte celular, seguido de regeneração, o câncer em alguns órgãos poderá ser prevenido, desde que nós possamos prevenir a morte celular. A associação de dano tecidual crônico é bem documentada no fígado, no pâncreas e na bexiga urinária.